Ha duas c’rôas na terra,

Uma d’ouro scintillante

Com esmalte de diamante,

Na fronte do que é senhor;

Outra modesta e singela,

C’rôa de meiga poesia,

Que a fronte ao vate alumia

Com a luz d’um resplendor.

Ante a primeira se curvão

Os potentados da terra: