Onde corre doce a vida

No matutino arrebol;

Gozas o sopro das brisas

E o leve aroma das flores,

E as nuvens, que mudão cores

No nascer, no pôr do sol.

Gozão disto as que repousão

Em taboas de vis grabatos;

Não quem vive entre os ornatos

D’um throno d’ouro e marfim!