Tão amavel tua mãi, tão carinhosa,

Qu’instantes curtos me teceu fallando!

«Hoje existo somente porque existes,

Desfructo outro viver que não vivia,

Quando escutão-te a voz os meus ouvidos,

Como sons de celeste melodia.

«Oh falla, falla sempre.—É doce ao velho

Som d’argentina voz, que as fibras todas

Do semivivo coração abalão,

Como d’uma harpa antiga