Tu me perguntas por que um riso amargo,

Funebre e triste me descora os labios;

Por que uma nuvem de pezares gravida

Tolda o meu rosto;

Por que um suspiro de abafada angustia,

Um ai do peito, que exhalar não ouso,

O meigo encanto dos teus sonhos quebra

N’um breve instante!

Raio de amor, que sobre mim resplendes,

Ou sol que bates n’um profundo abysmo,