Escuta, ó meu amigo: da minha alma

Foi uma lyra outr’ora o instrumento;

Cantava n’ella amor, prazer, venturas,

Até que um dia a morte inexoravel

Triste pranto de irmão veio arrancar-te!

As lagrimas dos olhos me cahirão,

E a minha lyra emmudeceo de magoa!

Então aventei eu que a vida inteira

Do bardo, era um perenne sacerdocio

De lagrimas e dôr;—tomei uma Harpa: