Quem ha que diga: Eu sou feliz!—se acaso

Um amigo lhe falta?—um doce amigo,

Que sinta o seo prazer como elle o sente,

Que soffra a sua dôr como elle a soffre?

Quando a ventura lhes sorri na vida,

Um a par d’outro—ei-los lá vão felizes;

Quando um sente afflicção, nos braços do outro

A afflicção, que é só d’um, carpindo juntos,

Encontra doce alivio o desditoso

No thesouro que encerra um peito amigo.