Deixai-me sonhar!
Divina e mimosa, co’um véo se cobria
D’estrellas fulgentes de brilho sem par;
O rosto era vosso, era vossa a estatura,
E o anjo dizia....
Sonhar é ventura;
Deixai-me sonhar!
E o anjo dizia co’um geito celeste:
«Affectos que em outro não pude encontrar
«Por fim me rendérão,—paixão lisa e pura.»