De uma abobada escavada
Sempre, incessante a cahir,
Tombão as horas e os dias,
Como phantasmas sombrias,
Nos abysmos do porvir!
E no feretro de montes
Inconcusso, immovel, fito,
Escurece os horisontes
O gigante de granito:
Com soberba indifferença
De uma abobada escavada
Sempre, incessante a cahir,
Tombão as horas e os dias,
Como phantasmas sombrias,
Nos abysmos do porvir!
E no feretro de montes
Inconcusso, immovel, fito,
Escurece os horisontes
O gigante de granito:
Com soberba indifferença