Tua alma, como uma harpa não tocada,

Áquelle, cujo throno é sobre estrellas.

Morreste! como aurora sem poente,

Como flôr que perfume inda exhalava,

Como o sopro da brisa recendente,

Como a onda que apenas se formava.

Nenhum bulcão toldou a aurora maga,

Em quanto no horisonte apavonou-se,

A brisa em vendaval não transtornou-se,

A folha em cinza, nem a onda em vaga.