Não serás orphão tambem?
III.
Desprega tuas azas de cores suaves,
Adeja no espaço, procura o teu Deos:
O aroma das flores, o canto das aves,
O que ha de mais puro se entranha nos céos.
Oh! foge da terra: bem como a neblina
Que em rolos de neve, que espuma figura,
Mais frouxa, mais leve, na luz matutina,
Qual nuvem d’incenso, do céo se pendura.