Que pena me fazem os amortalhados,
Vestidos de preto, deitados de costas…
E de olhos fechados! e de olhos fechados!
E de mãos postas!
E os sinos dobram a defuntos,
Dlin! dlang! dling! dlong!
E os sinos dobram, todos juntos,
Dlong! dlin! dling! dlong
Pariz, 1891.
*Terças-Feiras*
Ao Alberto
1
Ó condezinho de Tolstoï (Alberto)
Santo de minha extrema devoção,
Alma tamanha, que adorei de perto,
Lá na Thebaida do Sr. João.
Meu Calix do Senhor! Meu Pallio aberto!
Luar branco na minha escuridão!
Ó minha Joanna d'Arc! Amigo certo
Na hora incerta! Aguia! Meu Irmão!
A ti as Terças-feiras, n'este Inferno,
D'aquelle que nasceu, em terça-feira
E em terça-feira morrerá, talvez…
Quando eu for morto já, noites de inverno,
Aos teus filhinhos, conta-as á lareira
Para eu ouvir de lá: