O Poeta

Mais nada. Boas-noites. Fecha a porta.
(Que linda noite! Os cravos vão a abrir…
Faz tanto frio)! Apaga a luz! (Que importa?
A roupa chega para me cobrir…)

A Mãe do Poeta

Aqui, espero-te, ha que tempo enorme!
Tens o logar quentinho…

Toma lá para ti, guarda. E ouve: na hora
Final, quando a Trombeta além se ouvir,
Tu não me venhas acordar, embora
Chamem… Ah! deixa-me dormir, dormir!

Deus

Dorme, dorme.

Pariz, 1891.

FIM

TABOA