A vossa carta commove,
Mas, não vos posso acompanhar.
Deixae-me viver em penas;
—Vou soffrendo e vou sorrindo,
O meu destino é chorar!

Sim, é certo;—quem eu amo
Zomba e ri do meu amôr…
—Que hei-de eu fazer?—Resignar-me,
Gentillissimo Senhor!

Depois, quanto mais sabemos,
Parece que mais erramos:

—Antes soffrer os males que nos cercam
Do que ir em busca de outros que ignoramos.

+XV+

De Saudades vou morrendo
E na morte vou pensando:
Meu amôr, por que partiste,
Sem me dizer até quando?
Na minha boca tão linda,
Ó alegrias cantae!
Mas, quem se lembra d'um louco?
—Enchei-vos d'agua, meus olhos,
Enchei-vos d'agua, chorae!

+XVI+

Eu hontem passei o dia
Ouvindo o que o mar dizia.

Chorámos, rimos, cantámos.

Fallou-me do seu destino,
Do seu fado…