(Uma suplica soáva:)
«Agora… morre commigo,
Meu amôr, meu amôr… devagarinho!…»
+VI+
Quanto, quanto me queres?—perguntaste
Olhando para mim mas distrahida;
E quando nos meus olhos te encontraste,
Eu vi nos teus a luz da minha vida.
Nas tuas mãos, as minhas, apertaste.
Olhando para mim como vencida,
«…quanto, quanto…»—de novo murmuraste
E a tua boca deu-se-me rendida!
Os nossos beijos longos e anciosos,
Trocavam-se frementes!—Ah! ninguem
Sabe beijar melhor que os amorosos!
Quanto te quero?!—Eu posso lá dizer!…
—Um grande amôr só se avalia bem
Depois de se perder.
+VII+
Anda, vem… ¿por que te négas,
Carne morêna, toda perfume?
¿Por que te cálas,
Por que esmoreces
Boca vermêlha,-rosa de lume!
Se a luz do dia
Te cóbre de pêjo,
Esperemos a noite presos n'um beijo.