MARIA

Já não o tenho: morreu.

CLAUDIA

Como te chamas?

E vendo o rosto de Maria que se desvelára:

Maria!

MARIA caíndo de joelhos e beijando-lhe as mãos:

Sim! que se roja a teus pés
Humildemente contricta,
Para dizer-te: mulher,
Sê bemdita, sê bemdita!

CLAUDIA com a voz cheia de bondade, obrigando Maria a erguer-se e abraçando-a:

Ergue-te, ó alma sublime,
Que encheste de luz a treva
E que tiveste o condão
De abafar a voz do crime
Co'o soluço do perdão.
—Tambem eu ia levar-lhe
O meu pranto dolorido
Como nunca tive igual.
És a mulher que fugiu
Para o reino do Ideal...
A terra é muito mesquinha,
E o vôo da andorinha
Convida a voar tambem...