VI
Nós temos o mesmo fado,
Oh fonte d'agua cantante,
Quem te quer, pára um boccado.
Quem não quer, pássa adeante…
VII
O meu amôr, por amal-o,
Poz-me o peito numa chaga:
Deu-me facadas. Deixal-o.
Mas ao menos não me paga!
VIII
Nem toda a agua do mar
Por estes olhos chorada
Daria bem a mostrar
O que eu sou de desgraçada!
IX
Como querem vêr contente
Este paiz desgraçado,
Se dão só livros á gente
Nas escolas do peccado…
X
Dormia o meu coração
Cançado de fingimento.
Bateste-me, e vae então
Acordou nesse momento.