Não perdendo nunca de vista a phase vegetativa em que a planta se encontra, são as analyses chimicas da propria oliveira e do solo que nos fornecem as precisas instrucções para a determinação da adubação a dar á cultura:

As colheitas e as podas vão exgotando o solo constantemente e leval-o-hão a um estado de exgotamento completo se de qualquer fórma lhe não restituirmos os elementos perdidos.

Para podermos determinar conscienciosamente a formula a dar ao adubo, (caso pretendamos empregar os adubos chimicos), ou a quantidade de estrume a empregar, (se lançarmos mão do estrume de curral ou de outro qualquer), necessario se nos torna calcular primeiramente o empobrecimento do terreno devido á producção da arvore.

Não é difficil fazer-se este calculo de uma maneira bastante approximada: bastará simplesmente, avaliar, o mais rigorosamente possivel, a quantidade,{14} em pezo, de lenho e folhas extrahida pela poda, assim como o pezo do fructo produzido por esse olival. Conhecidos estes elementos facil será determinar por meio das analyses já existentes, qual a adubação necessaria.

O conhecimento do pezo de rama proveniente da poda é perfeitamente dispensavel no caso, aliás pouco vulgar entre nós, de ella ser enterrada no solo do olival d'onde proveio.

N'este caso o exgotamento do terreno é simplesmente egual á quantidade de elementos que entram na composição de todo o fructo.

Supponhamos um olival disposto em quadrado com o compasso de 8 metros, será de 156 o numero de pés existentes no hectare. Admittindo que cada arvore produz em media 15 litros e que o pezo de cada litro é de 600 grammas, será de 9 kilos o pezo de azeitona produzida por cada arvore.

Caruso calcula que do pezo de rama extrahida annualmente pela poda, 22% são de folhas e os restantes 78 são de lenho.

Não é, porém, só a poda que obriga a arvore a perder ramos e folhas.

Muitas outras causas obrigam uns e outros a desprender-se da planta mãe e a vir augmentar o contigente fornecido pela poda.