Entre nós o barbaro systema da apanha do fructo, geralmente seguido no paiz, é causa de enormes desperdicios. Os ramos desprendidos pelo varejo são os mais tenros e n'elles a parte foliar não poderá ter para a parte lenhosa a relação estabelecida por aquelle auctor.

Para o nosso paiz costuma avaliar-se, em media, em 6 a 7 e 5 a 6 kilos respectivamente o pezo de folha e de lenho perdido annualmente por uma oliveira; e em 9 kilos o peso da sua producção em fructo.

A composição centesimal das diversas partes da arvore é, segundo Müntz, a seguinte:{15}

LenhoFolhasFructos
Azoto0,400,500,274
Acido phosphorico0,100,290,130
Potassa0,350,740,360
Cal0,501,45

Se toda a quantidade de lenho, folhas e fructos extrahidos da arvore forem levados para fóra do olival, produzir-se-ha um exgotamento que, para os numeros 7, 6 e 9 acima indicados como representando o numero de kilos d'estes materiaes perdidos annualmente por cada arvore, se poderá computar no seguinte para cada individuo:

LenhoFolhasFructosTotal
Azoto0,0240,0350,0240,083
Acido phosphorico0,0060,0200,0120,038
Potassa0,0210,0510,0320,104

indicando estes numeros o pezo em kilos para cada arvore.

Para as 156 arvores existentes no hectare teremos:

LenhoFolhasFructosTotal
Azoto3,745,463,7412,94
Acido phosphorico0,933,121,875,92
Potassa3,277,954,9916,21

São estas as quantidades de elementos essenciaes perdidas annualmente pelo terreno e que é necessario restituir-lhe para não prejudicarmos a cultura.