Sob diversas fórmas e em substancias differentes se podem ministrar aos terrenos aquelles elementos.

Quer debaixo da fórma de adubos chimicos preparando para isso uma formula em que entre o azoto, o acido phosphorico e a pottassa nas percentagens indicadas n'estas tabellas, quer em estrume{16} de curral ou em estrumações verdes se podem encorporar no solo aquelles elementos, que de todas as fórmas as suas vantagens se assignalam de uma maneira mais ou menos notavel.

Vantagens ha as sempre para a planta na execução d'esta operação; mas a sua grandeza varia sempre com a natureza do terreno a adubar e com a qualidade do adubo a empregar. Claro está que no que mais necessario se torna fixar a attenção é nos resultados economicos e esses são os que mais fazem variar as vantagens dos differentes systemas de adubar.

No caso em questão, em que supponho que todas as partes tiradas das arvores foram levadas para fóra do olival e em que, portanto, se roubaram ao terreno 12k,94 de azoto, 5k,92 de acido phosphorico e 16k,21 de potassa, precisaria, no caso de me querer servir dos adubos chimicos, da seguinte formula:

Sulphato de ammoniacoSuperphosphatoCloreto de potassa
65k a 20%37k a 16%34k a 50%

Estas seriam as adubações que theoricamente seria necessario dar a um hectare de oliveira; ha, porém, sempre a contar com as perdas soffridas por diversas causas, entre as quaes avulta o arrastamento de algumas d'essas substancias pelas aguas das chuvas. O azoto, por exemplo, é uma substancia que, quando nos estados em que pode ser absorvido pela planta, é muito facilmente arrastado pelas aguas. Além d'isso devemos ter em conta que nem todos os elementos serão absorvidos pela planta, porque nem a todos os pontos em que se espalhar essa adubação chegarão as suas radiculas para os absorver totalmente.

Attendendo a estas circumstancias que inhibirão a planta de aproveitar a adubação na sua totalidade, convirá sempre augmentar um pouco as quantidades{17} calculadas com o auxilio das analyses chimicas.

Disse no principio do presente capitulo que para determinar racionalmente a adubação conviria a presença das analyses chimicas da planta e do solo.

Effectivamente, como já expuz, a analyse da planta diz-nos as quantidades das diversas substancias de que ella carece annualmente, mas não nos prova que seja necessario ministrar ao solo todos esses elementos, e só n'este ultimo caso é que ella seria dispensavel.

Muitas vezes os terrenos pela sua riqueza em determinado ou determinados elementos dispensam a encorporação, no solo, d'esses mesmos elementos.