Para as estacas compostas aproveita-se um ramo tal como foi separado da planta mãe e enterra-se n'um viveiro preliminar de tal maneira que metade dos seus ramos fique debaixo do solo e a outra metade fique a descoberto.

Estas ramificações originarão, umas rebentos e outras raizes. D'aqui a faculdade de podermos mais tarde dividir esta estaca em muitos individuos.

No fim do primeiro anno terá esta estaca enraizado pelos ramos subterraneos e os ramos exteriores terão lançado os seus rebentos; arrancar-se-ha, então, com todo o cuidado para lhe não prejudicarmos as novas raizes e, por meio de uma secatoria, a dividiremos em um numero de partes egual ao numero de raminhos e transplantaremos estes novos individuos para o viveiro definitivo.

Nos bordos dos golpes crescem vergonteas em cuja base se observam dilatações dos tecidos motivadas pela accumulação de seiva. Estas vergonteas destacadas da arvore de modo a levarem comsigo essas dilatações e enterradas depois, enraizam muito facilmente. São estas as chamadas estacas de talões.

Na toiça da oliveira e sobre as suas raizes mais grossas que correm á superficie da terra, apparecem{27} grandes dilatações d'onde emergem rebentos em grande numero, que se vão desenvolvendo á custa da planta mãe e das raizes de que quasi sempre são providos.

Estes rebentos fornecem-nos um meio muito facil e seguro da propagação da especie. Para esse fim vão-se desbastando esses rebentos de modo a deixar só os mais vigorosos; cobrem-se as dilatações d'onde provêm (polas) com terra, para que se possam prover de raizes aquelles que ainda as não tenham. Assim se deixam ficar até ao anno seguinte, sendo então transportados para o viveiro e ahi collocados em linhas á distancia uns dos outros de 0m,80.

Um outro methodo de multiplicação muito usado na Italia é o que consiste no aproveitamento de umas pequenas dilatações, similhantes a ovos de pata, localisadas na parte enterrada do tronco e ainda sobre as raizes mais grossas.

Estas protuberancias são providas de gemmas, tendo por isso a faculdade de quando enterradas desenvolverem raizes e rebentos para darem origem a novos individuos.

Não se deve abusar muito da extracção d'estas protuberancias, porque com isso prejudica-se a vida do vegetal de que são extrahidas, pelas feridas produzidas nas suas raizes e pelo grande numero d'estas que é necessario descobrir. Antonio Aloi aconselha a que se não tirem mais do que 3 ou 4 de cada arvore para lhe não alterarmos sensivelmente a sua vida.

Convem antes sacrificar 3 ou 4 individuos á morte, extrahindo d'elles todas as excrescencias encontradas, que poderão montar a 300 a 400, do que descobrir as raizes a muitas oliveiras.