Estas excrescencias devem ser tiradas de individuos robustos e productivos, e preferem-se sempre os situados debaixo da terra, que são mais tenros e desenvolvem mais fortes rebentos.{28}

Para fazer a sua extracção, escava-se em volta da cepa até pôr as raizes grossas a descoberto; procura-se sobre estas com uma espatula de madeira o sitio em que se encontram as exostoses; achadas estas, põem-se a descoberto e á volta d'ellas se vão fazendo incisões profundas, onde depois se mette um escopro por meio do qual se faz saltar a excrescencia.

Tira-se-lhes em seguida todo o lenho que com ellas se arrancou e as suas raizes, se por acaso d'ellas vier provida; limpa-se bem em volta, e envolve-se em terra misturada com palha, para a conservar até á epocha da plantação no viveiro.

Chegada esta epocha, que deverá ser em Março ou Abril, levam-se para o viveiro, onde serão enterradas, conservando entre si a distancia de 0m,80 e a profundidade de 0,10.

As oliveiras velhas cujos troncos, já muito carcomidos, não podem resistir ao impeto dos ventos ou das intemperies, são lançadas por terra e as suas raizes continuam ainda a viver por muitos annos.

Com o desapparecimento do tronco velho principiam a desenvolver-se na toiça grande quantidade de rebentos ou polas. Desbastam-se estes rebentos, deixando só os mais vigorosos, que ahi vão vivendo até adquirirem a grossura de 0m,03, sendo então transportados para o viveiro e ahi plantados á distancia de 0m,80.

A plantação de todas estas estacas pode ser feita com alguma vantagem em viveiros preliminares, como se faz para as estacas ramificadas ou compostas; n'este primeiro viveiro vão ellas enraizar para depois serem mudadas para o viveiro definivo. É, porém, dispensavel este primeiro viveiro, porque as estacas postas n'um só viveiro desenvolvem-se perfeitamente e adquirem o vigor necessario para serem plantadas definitivamente.{29}

CAPITULO IV

Viveiro

A—Seu estabelecimento