Os individuos formados nos alfobres pela germinação da semente ahi deposta e os provenientes de estacas que tenham desenvolvido as suas primeiras raizes em viveiro preliminar, necessitam, depois de terem adquirido um certo desenvolvimento, serem transportados para um viveiro onde possam dispôr de mais espaço para desenvolverem e multiplicarem as suas raizes e os seus ramos e onde possam ser convenientemente educados até á edade de poderem ser transportados á sua definitiva morada.
As estacas e outros fragmentos em que se não tenha ainda provocado um primeiro enraizamento no viveiro preliminar, serão immediatamente plantadas no viveiro definitivo nas mesmas condições de espaçamento d'aquellas, porque é aqui que ellas adquirirão todo o seu corpo para poderem ser plantadas definitivamente.
Não é indifferente a qualidade do terreno onde queremos estabelecer o viveiro; pelo contrario, devemos ter muito em consideração a sua escolha.
Um terreno muito argilloso não nos póde convir porque no inverno se torna humido de mais e adquire no verão propriedade opposta. É, além d'isso, muito compacto e as tenras raizes das pequenas plantas não conseguiriam distender-se á vontade, sendo d'este modo muito prejudicado o seu crescimento; greta muito no verão e, ou romperia as raizes ou as deixaria expostas ao calor d'essa estação.
O solo muito silicioso possue propriedades contrarias{30} áquelle e por isso o devemos regeitar tambem.
Escolher-se-ha, sempre para este fim, um terreno de mediana compacidade e porosidade, o mais possivel limpo de pedras e raizes, para que as raizes das novas plantas se possam distender perfeitamente, e onde o ar e a agua possam circular com relativa facilidade.
Deve procurar-se um terreno com exposição ao sul o qual ainda melhor convirá se tiver para essa orientação uma ligeira inclinação. Assim estarão as pequenas plantas garantidas contra a influencia dos ventos do norte que tanto as prejudicam.
Um terreno demasiadamente rico não é dos mais convenientes para n'elle estabelecermos um viveiro porque as plantas encontrando concentrados em um pequeno cubo de terra os alimentos de que carecem não criariam um bom raizame e sofreriam depois muito ao serem plantadas definitivamente porque na morada definitiva não encontrariam terreno em eguaes condições.
Convém antes um terreno sufficientemente rico para que as plantas n'elle possam adquirir grande vigor, mas que a sua riqueza não seja tão grande que possa offerecer aquelle inconveniente. Assim se provoca um grande desenvolvimento na planta e ella ao ir para o terreno definitivo resistirá melhor ás peores condições que este lhe offereça.
Antonio Aloi prefere que o terreno para o viveiro seja mais pobre que aquelle onde depois se plantarão as novas arvores n'elle creadas. A proposito diz este auctor que: