Os primeiros consistem em sachas com o fim de manter o terreno sempre bem mobilisado, de o conservar sempre limpo de plantas estranhas que ahi se desenvolveriam e para evitar as fortes evaporações no verão, as quaes dissecaram rapidamente o terreno.
As regas, não muito abundantes, são indispensaveis ao terreno para se garantir n'elle um certo grao de frescura que tão propicio é ao enraizamento dos novos individuos.
Logo que as plantas adquiram um desenvolvimento de 0m,20 a 0m,30 deve tambem para ellas voltar-se a attenção do viveirista.
Nesta altura começar-se-ha por se lhes supprimir todos os raminhos lateraes tendo o cuidado de se lhes não arrancar as folhas em cuja axilla elles se desenvolvem.
D'esta maneira a seiva da planta dirigir-se-ha directamente para a parte superior da planta, gastando-se em lhe augmentar o seu crescimento em altura.
Militam em favor d'esta opinião as experiencias de Ghiotte que demonstram que as arvores assim tratadas adquirem maior desenvolvimento, alem de crescerem direitas e com tronco lizo, o que lhes não acontece se lhes não amputarmos os seus raminhos lateraes.
Deixando-lhes estes ramos, elles engrossam e crescem com prejuizo do alongamento da planta e, ao serem mais tarde cortadas, produzem nas arvores feridas perigosas. O soffrimento d'estas plantas proveniente do corte d'estes raminhos é em grande parte attenuado se lhes deixarmos as folhas jacentes na base d'esses raminhos.{39}
Nas plantas provenientes de estacas desenvolvem-se muitos rebentos que convem deixar durante os dois primeiros annos para provocar n'ellas a formação de muitas raizes. Mais tarde cortam-se todos, á excepção d'um que deverá ser o mais forte e o mais proximo do sólo, o qual se sujeitará ao tutor que a conserve na posição vertical.
Nos tres annos seguintes os trabalhos dirigir-se-hão no intuito de se favorecer o mais possivel o crescimento das arvores.
Qualquer ramificação muito vigorosa, que appareça, deve ser quebrada para evitar o empobrecimento da arvore.