Pantoja
Eu não preciso de lhes dizer, aos senhores, qual é a proveniencia da auctoridade de que disponho, e que esta menina me reconhece, prestando-me a obediencia que lhe peço. Não é verdade, Electra, que basta uma palavra minha para immediatamente te separar d’estes homens, e levar-te para quem depositou em ti o seu mais puro amor, e nem vive nem quer viver na terra senão para ti? (Electra, immobilisada, olhando para o chão, cala-se)
Maximo
Não, bem vê que não basta essa unica palavra sua.
Marquez
Não offerece dúvida que é uma palavra bôa, mas insufficiente.
Maximo
Quer permittir que a interrogue eu? Electra, minha querida amiga, assegura-te o coração e a consciencia que entre todos os homens que conheces, entre os que vês aqui e os que não estão presentes, é sómente e exclusivamente ao muito dedicado e ao muito respeitavel snr. de Pantoja que tu deves submissão e amor?
Marquez