Pantoja

Odiar-te, não. As minhas crenças prohibem-me o odio. De certo que ha entre nós ambos uma incompatibilidade proveniente da nossa differença de principios... Teu pae, Lazaro Yuste, e eu, tivemos desavenças profundas, que é melhor esquecer... Mas a ti, Maximo, nunca te quiz mal... Antes te quero bem. (Mudando de tom para mais suave e conciliador) Perdôa a severidade com que te falei, e permitte que, fazendo um grande esforço sobre mim, eu te implore que deixes Electra partir commigo.

Maximo

(inflexivel) Não posso annuir.

Pantoja

(violentando-se mais) Por segunda vez, Maximo, esquecendo todos os resentimentos, profundamente humilhado, eu te supplico... Deixa-a.

Maximo

Não.

Pantoja

(devorando o vexame) Bem... Pela segunda vez m’o negaste... Para offerecer ás tuas bofetadas não tenho mais de duas faces, por isso te não peço por terceira vez a mesma coisa. (Com gravidade e rigidez) Adeus, Electra... Maximo, Marquez, adeus.