Electra
Que queres? Se desde hontem nos não podemos vêr como companheiros, na fabrica, porque sômos noivos agora... Temos de nos corresponder por escrito. Na carta das oito horas e um quarto falava-lhe das coisas muito serias que estou impaciente por dizer-lhe. Na das nove e vinte e cinco recommendava-lhe que se não esquecesse da colhér de xarope que tem de se dar a Pepito de duas em duas horas... N’esta agora digo-lhe que a tia foi para a missa e que tem demora... É natural que elle lhe queira falar...
Patros
Até ás onze horas de certo que não volta a senhora da egreja...
Electra
E ás onze vou eu para a missa com o tio. (Atando os tres ramilhetes) Pronto! Este para elle, estes para cada um dos meninos... Um a cada um para que não briguem... (Dispondo-se a compôr o ramo grande) E agora o ramo grande para a Senhora das Dôres... Vae, e volta depressa para me ajudares... Espera resposta—é claro—uma palavra que seja!
Patros
Vou de corrida. (Sae pelo fundo)
Electra