Electra

Que terror que tenho! (Com subita ideia que a tranquillisa) Ah! já sei... Pobre D. Salvador!... É que me quer dizer mal de Maximo... Alguma coisa que lhe parece mal, mas que a mim me parece bem... Escusa de se cançar porque nem me convence nem o acredito. (Precipitando-se na emissão das palavras sem dar tempo a que Pantoja fale) Maximo é o maior e o melhor homem do mundo, é o primeiro, e todo aquelle que me disser uma palavra contraria a esta verdade, mente, e detesto-o pela mentira, e detesto-o...

Pantoja

Por Deus, minha filha! Não te arrebates assim... Ouve. Eu não digo mal de ninguem, nem dos que me odeiam. Maximo é bom, é trabalhador, é intelligentissimo... Que mais queres?

Electra

(satisfeita) Assim, continue assim... Vae dizendo muito bem.

Pantoja

Digo mais ainda: que podes amal-o, que deves amal-o...

Electra