(condoído) Filha da minha alma, volve para Deus os teus olhos.
Electra
(demudada) É um sonho... Tudo o que estou vendo é illusão, é mentira. (Olhando espantadamente para uma parte e para outra) Mentira estas arvores, esta casa, este ceu... Mentira tu! tu! tu, que não existes, monstro d’um pesadelo horrivel!... (Com os punhos na cabeça) Acorda, desgraçada, acorda!
Pantoja
(tentando socegal-a) Electra, querida Electra! Pobre innocente!
Electra
(com um grito d’alma) Mãe, minha mãe!... A verdade, dize-me a verdade... (Fóra de si percorre a scena) Onde estás, mãe?... Quero a morte ou a verdade... Minha mãe! minha mãe!... (Sae pelo fundo, perdendo-se na longinqua espessura das arvores. Ouve-se proximo o canto dos meninos jogando ao côrro)
SCENA X
PANTOJA, URBANO, MARQUEZ, vindos de casa, á pressa. Depois d’elles BALBINA E PATROS