Dorothêa
(approximando-se da janela) Vae passar agora. Vem do cemiterio.
Maximo
(correndo para a janela com Urbano) Que triste! e que bella! A brancura do habito dá-lhe o aspecto aereo de uma apparição. (chamando-a) Electra!
Urbano
Cala-te.
Maximo
Não posso. (Volta a olhar) É então certo que vive... É ella que vae ali na sua realidade primorosa, ou é uma imagem mystica que se despegou d’um retabulo d’altar para andar pela terra?... Lá volta para traz... levanta os olhos para o ceu... Se a visse diluir-se no ar, dissipando-se como uma sombra, não me admiraria... Põe os olhos no chão... Pára... Em que estará pensando? (Continua a contemplar Electra)
Marquez