Pantoja
Não é caridade: é obrigação. Tu—entendes?—tens o direito de ser amparada por mim; eu tenho o dever de amparar-te.
Electra
Tamanha confiança... tão severa auctoridade...
Pantoja
A minha auctoridade provém do meu entranhado affecto, assim como do calor do sol provém a força da terra. A minha protecção é um producto da minha consciencia.
Electra
(levanta-se muito agitada, e afastando-se de Pantoja, áparte) Virgem mãe santissima! dois protectores! e um que precisa de opprimir para proteger! (alto) Olhe: eu admiro-o e respeito muito as suas virtudes. Emquanto á sua auctoridade—perdoe-me o atrevimento de lh’o dizer—não a comprehendo bem claramente, e parece-me que só a minha tia é que devo submissão e obediencia.
Pantoja