—Ha ahi cobras que é um inferno! O tio Domingos Briteira viu uma de mais de vinte varas. Vinte varas! que digo eu! De mais de quarenta. Ora! Se ella tinha o rabo de lá do rio e a cabeça de cá, quando elle a viu. Talvez essa cobra se enrodilhasse ás pernas da burra!
O Antonio Fogueira despediu-se de um modo triste:
—Com bem passem! Deixal-a ir. Deus os ajude.
E na volta, quando chegou ao pé da Marianna Ripa, que o esperava, disse:
—Então que tal?! O Rio Tinto prega-me uma burra maluca!
A rapariga defendeu o primo:
—Ora! Talvez elle não soubesse!...
—Não sabia o diabo que o leve! Elle m’as pagará!