—Ora essa! Está claro que deve. Da fama ninguem o livra, e as honras sem proveito...

—E quanto achas tu...{21}

—Em negocio de tanta monta, nunca se pede de mais.

—Pois sim, tudo tem limites. Ahi uns duzentos contitos, mais vintem, menos vintem... Que te parece?

—Parece-me que, pedindo essa bagatela, dá provas d'uma grande generosidade.

—Bem se vê que não és tu quem tem de esportular as massas. Pois está dito; faço a coisa pelos duzentos.

—É como se lhes désse a elles trezentos e vinte, o que não é barro.

—Quero ser generoso...

—Do pão do nosso compadre...

—Pois sim, canta-lhe d'essas; mas se as coisas se complicam e me põem a viola...