Silencio, bocca!...
[CAPITULO II.]
Sem credito literario diante dos meus proprios olhos—abertos pelo bom senso do typographo Gusmão; sem abono-monetario diante de todos os olhos fechados pelas minhas circumstancias; eu andava a pleno ar a procura de um meio, que me arredasse do precipicio para cujas bordas já me encaminhava—o jogo. Eu teria calado no fundo desse abysmo, se houvesse tido para a primeira parada.
Capitulos da altura deste não indigestam. Digerem como sorvas, e fazem render um livro...{65}
[CAPITULO III.]
Todas as mulheres deviam collocar na alcova de orações um nicho, e dentro delle o busto de Aristophanes. Ao mordaz atheniense são ellas obrigadas pela reforma do meu juizo a seu respeito. Antes de lêr Lysistrata, meu pensar era que as mulheres rezavam pela cartilha da Sra. Balbina.
Emendei-me, dando rédeas ao amor.
Amei com impeto! como o leão seria capaz de amar, se as leôas das brenhas soubessem como as das cidades—encarentar favores...
O amor! o amor! Dizem que não come! se não comesse não se alojaria no coração—que fica ás portas do estomago.
Montaigne já o-chamava sêde da mocidade.