O Sr. Joaquim garatujou;

«Senhora.—Eu quando digo as cousas é porque sei. Não é debalde que sou viuvo. O meu pezar é ter aberto os olhos quando a mulher fechou os seus. O conselho do periodico é fundo como um poço, e os periodicos quando dizem as cousas—são como eu—sabem o que dizem. Estou no mesmo pé. A mulher ha de pegar no somno antes do marido e acordar depois delle, sem esta condição saia não me torna a entrar em casa. A palavrinha monogamia não leva a resposta devida por não ser palavra.

«E temos conversado.»

Monica revelou-me este episódio uma vez quando lhe disse andar perto de querer casar com ella.{77}

No fim da narração, pendi para a opinião do Sr. Joaquim.

Não sei porque, mais tarde, fizeram barão a este homem, que tanto senso parecia ter!

[CAPITULO XII.]

Não fui eu, propriamente dito, que cahi na graça da viuva.

Disse-me ella:

—Á primeira vista antipathisei com o teu focinho. Cahio-me no gôto o teu singular modo de amar. Fui sempre enfermiça do desejo de ser amada por um exquisito, um original fosse em que fosse. Meu marido foi um homem como os mais, media pela bitola geral. Não se lhe notava particularidade alguma, que o destacasse do chavão commum. Tu me pareceste um homem raro, a julgar pela tua carta.