Cumprira o voto emfim! Na ultima batalha,
Com o enorme fragôr do abater da muralha,
Do exercito agareno o emir mais triumphante
Tombára-lhe a seus pés, a golpes de montante!
As palmeiras viris, n'um lento ramalhar,
Saudaram-n'o d'assombro, ao verem-n'o passar.
O curso d'um regato, as fontes do caminho,
Em doce acclamação cantaram-lhe baixinho.
Um colibri modulou-lhe em notas de crystal
D'um baobah gigante, um hymno triumphal.
E o proprio Sol, ao longe, antes de se esconder,
Enviou-lhe, eclipsado, um raio fulvo, a arder!
Porém ao cavalleiro, épico e sonhador,
Só sorria o prazer d'essa noite d'amor.
E entre a turba hostil de ferros e pendões
Lá ia, n'um galope, em loucos turbilhões,
Qual outro Lohengrim, olympico e risônho,
Correndo á embriaguez balsamica d'um sonho.
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