Algum tempo depois, banhada de luar,
Fundindo-se em paixão fogosa a latejar,
A pallida Dinah ouvia, extasiada,
Na dôce languidez d'uma alma apaixonada,
O quente ciciar do branco cavalleiro:
«Oh lyrio do Oriente! Oh meu amôr primeiro!
«Tu foste a meiga luz, a meiga luz marmorea
«Que me illuminou sempre a estrada da victoria…
«Vou dar-te a prova, emfim, d'esta paixão immensa.
«Foi conquistada á espada ao Sol da minha crença,
«Ao rapido tinir do ferro lampejante,
«Á doce evocação do teu meigo semblante!»
E um escravo apresentou n'uma dourada salva,
A livida cabeça, ensanguentada e calva,
Do terrivel emir que de Chypre ao Khirmam
Triumphára da Cruz, decantando o Islam
A sua fama echoára, entre o Roxo e o Egêo,
E já, apenas, era um lugubre trophéo.
A pallida Dinah, tremula e offegante,
Beijando do heroe a fronte radiante,