—Sim!... pois que fiz eu?!
—O que me fizeste?!
—Sim!... o que lhe fiz?!
—O que lhe fiz?! diz ella.
—Digo... pois que lhe fiz eu para tamanha commoção?
—Tu escarneces de mim!... Que primo é esse que estava comtigo?
—Um primo!?...
—Sim, um primo... quem é esse primo, que nunca me fallaste n'elle?... Deixa que eu chamo a estalajadeira, e ella te dirá quem é que me disse que tu estavas aqui com um primo... Espera ahi...
O senhor Antonio dera um pulo, como um tigre, da cadeira para o meio da sala, e tomava fôlego para chamar a estalajadeira, quando Elisa, atordoada da surpreza, mas não de todo, correu a elle, embaraçando-o do vergonhoso proposito.
—Não chame... que é uma vergonha...