O estudante, cada vez mais pasmado do silencio de Rosa, é natural que meditasse na razão d'aquelle inesperado encontro, quando Maria Elisa, com a maior naturalidade, lhe perguntou:

—Como está da sua barriga, senhor José?

O rapaz fez-se muito vermelho, e não respondeu palavra.

—Cala-te, Maria!—murmurou Rosa, puxando-a pelo vestido.

—Não quero calar-me. Pois eu não hei de saber como está a barriga do teu namoro? Então vmc.e não me responde? Olhe que eu sou sua amiga, e faço esta pergunta, porque a Rosinha tem vergonha, e pediu-me que lhe perguntasse se está melhor.

—É mentira!—atalhou Rosa, córando—eu não disse tal... Não digas o que não é, Mariquinhas...

—Pois então, não dirias; mas eu quero que aquelle senhor me responda. Vmc.e é mudo?

—Não sou mudo—disse o estudante embezerrado.

—Então, falle á gente.

—E se eu não quizer?