--Então fico em casa de v. exc.a?--disse Rosa, não podendo crer em tanta ventura.
--Ficas, sim, e parece-me que nunca me darás motivo para me arrepender do que hoje faço.
--Oh! minha senhora, estai certa que me esforçarei o mais possivel, para vos agradar e satisfazer os vossos desejos.
--Assim o espero. Anda vestir-te.
--Desculpe-me, senhora. Mas minha avó...--e Rosa parou corando.
D. Thereza, querendo experimentar a sua protegida, disse:
--Que queres a tua avó?
--Ella tambem fica?
--Não. Tua avó é cega e velha, para nada serve, e eu não sou rica bastante, para me encarregar da sustentação de duas pessoas.
--Então, senhora, agradeço os vossos beneficios, e todo o bem que me querieis fazer, mas não posso abandonar a minha avósinha, que morreria de paixão.