—Deus nos livre! E que pensas tu?...

—De que, Paulina?

—Será verdade o que disse o Leopoldo Roberto?[[B]]

—Se elle te ama?

—Sim...

—Pois não vês?! Eu ia jurar que sim... E tu? tu é que devéras gostas d'elle...

—Penso que sim... E de que serve?!... Este amor que o pae nos tem, é uma prisão! Todas as meninas da nossa idade tão felizes!... e a gente n'esta melancholia, a dominar as inclinações... para o não desgostar! Os outros paes não se importam. A gente vê tanta gente alegre com seus maridos! pois não vê?

—Pois sim; mas tu que queres, Paulina? O pae não nos deixa casar...

—É porque a gente não se tem importado...

—Estás enganada... O pae soube que eu gostava do conde de Rohan, e fingiu que não o sabia. Lembras-te? Uma vez disse-me que se eu amasse alguem em Florença, ia immediatamente comnosco para a Azia! Quando tu em Paris gostaste d'aquelle emigrado portuguez, não viste como elle sahiu logo para Londres?