Bartholo riu-se, e Paulina olhou em rosto o primo com visivel gesto de despeito.

—Porque?!—disse ella, com mal represada ira.

—Paulina!—murmurou-lhe Eugenia ao ouvido.

Bartholo não dera conta d'este incidente, e o marquez, quando ia esclarecer a significação do gesto extranho de sua prima, viu que ella voltava o rosto, e se encobria com as franjas da sombrinha.

—Querem ver que ella ama o tal sujeito?!—disse o marquez entre si, e differiu para mais ao diante a elucidação d'esta importante suspeita.

No dia seguinte a familia voltou para Florença.

Fernando já tinha ido.

Ás affrontosas palavras do marquez de sobra respondera o silencioso desprezo do filho do artista: não obstante, o tom injurioso alanceara-lhe muito dentro o coração, por ter sido Paulina testemunha da zombaria.

Pensava elle que a filha do nobre devia ama-lo menos por ve-lo assim desdourado, e sem vingança egual ao affrontamento. É um inferno, na alma de quem ama, pensar assim!

[XI]