—E meu filho—atalhou Francisco Lourenço com amargura—não esteve doente?!
—As minhas informações não me dizem que elle estivesse doente, e penso poder asseverar-lhe que seu filho gosou em Florença a melhor saude. Encontrei-o miudas vezes em casa de Jeronymo Bonaparte, onde elle era muito estimado do principe. Comquanto não estivessemos relacionados, só de o ver devo crer que o senhor Fernando Gomes passasse bem, a julgar pelo seu aspecto não doentio, posto que pallido.
Munido de indicações e uma carta, Francisco foi esperar em Genova a sahida de um barco inglez para Falmouth.
Tão rapidamente quanto em Florença lhe prometteram esclarecimentos, recebeu-os em Londres, na repartição da policia, onde lhe deram um policeman que o guiou á rua, hotel, e numero do quarto em que assistia Fernando. O velho fez mentalmente o elogio da policia britannica.
Bateu Francisco Lourenço na porta indicada. Abriu-lh'a o filho.
—Entro com os braços abertos!—disse o velho convulsivo de jubilo.—Não te venho ralhar, filho!...
Fernando abraçou-o com fervor, e limpou-lhe as lagrimas copiosas.
—Minha mãe como está?—disse Fernando...
—Doente a deixei... Deus sabe como ella está... Acho-te bom, meu Fernando... Ainda bem!... Não cuides que eu antes queria achar-te doente... Perdôo-te a mentira, porque... antes assim... E agora?... Agora vens ver tua mãe?...
—Descance, meu pae—atalhou o enleiado moço.—Descance, e depois...