—Quem, minha senhora?!
—Simão, o Simão vem para o Porto.
A criada julgou que sua ama delirava; mas não a contrariou.
—Teve carta d'elle a fidalga?—tornou ella, cuidando que assim lhe alimentava aquelle instante de febril contentamento.
—Tive… queres ouvir?… eu leio…
E leu a carta, com grande pasmo de Constança, que se convenceu.
Agora vamos rezar, sim?… Tu não és inimiga d'elle, não? Olha, Constança, se eu casar com elle, tu vaes para a nossa companhia. Verás como és feliz. Queres ir, não queres?
—Sim, minha senhora, vou; mas elle conseguirá livrar-se da morte?
—Livra; tu verás que livra; o pae d'elle ha de livral-o… e a Virgem
Santissima é que nos ha de unir. Mas se eu morro… se eu morro, meu
Deus!
E com as mãos convuísamente enlaçadas sobre o seio, Thereza archejava em pranto.