—Quero, se é possível.

—Pois bem, em quanto eu vou chamal-a, queira entrar na primeira grade á sua mão direita, que Thereza lá vai ter.

Avisada Thereza de que seu pae a esperava, instantaneamente a côr sadia, que alegrava as senhoras religiosas, se demudou na lividez costumada. Quiz a tia, vendo-a assim, que ella não sahisse do seu quarto, e encarregava-se de espaçar a visita do pae.

—Tem de ser—disse Thereza—Eu vou, minha tia.

O pae, ao vêl-a, estremeceu e enfiou. Esperava mudança, mas não tamanha.
Pensou que a não conheceria, sem o prevenirem de que ia vêr sua filha.

—Como eu te encontro, Thereza!—exclamou elle commovido—Por que me não disseste ha mais tempo o teu estado?

Thereza sorriu-se, e disse:

—Eu não estou tão mal como as minhas amigas imaginam.

—Terás tu forças para ir comigo para Vizeu?

—Não, meu pae; não tenho mesmo forças para lhe dizer em poucas palavras que não torno a Vizeu.