—Se a procuro no ceu!—repetiu machinalmente Simão.

—Sim!… no ceu deve ella estar.

—Quem, senhor?

—Thereza.

—Thereza!… Morreu?!

—Morreu, álem, no mirante, d'onde lhe estava acenando.

Simão curvou-se sobre a amurada, e fitou os olhos na torrente. O commandante lançou-lhe os braços e disse:

—Coragem, grande desgraçado, coragem! os homens do mar crêem em Deus!
Espere que o ceu se abra para si pelas supplicas d'aquelle anjo!

Marianna estava um passo atraz de Simão, e tinha as mãos erguidas.

—Acabou-se tudo!…—murmurou Simão— Eis-me livre… para a morte…
Senhor commandante—continuou elie energicamente—eu não me suicido.
Póde deixar-me.