A moça fez uma cortezia de cabeça ao padre capellão, e foi ao locutorio d'onde vinha aquella voz.

—Eu queria fallar comtigo em particular, Joaquina—disse Marianna.

—Eu vou vêr se arranjo uma grade: espera ahi.

O padre tinha sahido do pateo, e Marianna, em quanto esperava, examinou, uma a uma, as janellas do mosteiro. N'uma das janellas, através das rexas de ferro, viu ella uma senhora sem habito.

—Será aquella?—perguntou Marianna ao seu coração, que palpitava—Se eu fosse amada como ella!…

—Sobe aquellas escadinhas, Marianna, e entra na primeira porta do corredor, que eu lá vou—disse Joaquina.

Marianna deu alguns passos, olhou novamente para a janella onde vira a senhora sem habito, e repetiu ainda:

—Se eu fosse amada como ella!…

Mal entrou na grade, disse á sua amiga:

—Olha lá, Joaquina, quem é uma menina muito branca, alva como leite, que estava alli agora n'uma janella?