—Mas esse está em Coimbra.
—Não sei se está, nem se não. Fazes-me tu um favor?
—Se eu poder…
—Pódes… Eu queria fallar com ella.
—Ó dianho! isso não sei se poderá ser, porque a trazem as freiras debaixo d'olho, e ella vai-se embora ámanhã.
—Para onde vai?
—Vai para outro convento, não sei se de Lisboa, se do Porto. Os bahus já estão preparados, e ella está morta por sahir. E tu que lhe queres?
—Não t'o posso dizer, porque não sei… Queria dar-lhe um papel… Faz com que ella cá venha, que eu dou-te chita para um vestido.
—Como tu estás rica, Marianna!…—atalhou, rindo, Joaquina—Eu não quero a tua chita, rapariga. Se eu podér dizer-lhe que venha, sem que alguem me ouça, digo-lh'o. E agora é boa maré, porque tocou ao côro…. Deixa-me lá ir.
Joaquina sahiu-se bem da difficil commissão. Thereza estava sósinha, absorvida a scismar com os olhos fitos no ponto onde vira Marianna.