—A menina faz favor de vir comigo depressinha?—disse-lhe a criada.

Seguiu-a Thereza, e entrou na grade, que Joaquina fechou, dizendo:

—O mais breve que possa bata por dentro para eu lhe abrir a porta. Se perguntarem por v. ex.^a, digo-lhe que a menina está no mirante.

A voz de Marianna tremia, quando D. Thereza lhe perguntou quem era.

—Sou uma portadora d'esta carta para v. ex.^a

—É de Simão!—exclamou Thereza.

—Sim, minha senhora.

—A reclusa leu convulsiva a carta duas vezes, e disse:

—Eu não posso escrever-lhe, que me roubaram o meu tinteiro, e ninguem me empresta um. Diga-lhe que vou de madrugada para o convento de Monchique do Porto. Que se não afflija, porque eu sou sempre a mesma. Que não venha cá, porque seria inutil, e muito perigoso. Que vá vêr-me ao Porto, que eu hei de arranjar modo de lhe fallar. Diga-lhe isto, sim?

—Sim, minha senhora.