—Mas quanto é que custam ordinariamente?

—Tres ou quatro vintens.

—Quatro vintens!—disse D. Julia admirada.

—Acha caro, minha senhora?—disse Rosa com acanhamento.

—Caro, não, minha pequena. Quando estava no Porto pagava, por muito maior preço, ramos que tinham muito menos valor, que o teu cestinho. Toma, Rosinha, não tenho aqui senão esta meia corôa, mas amanha a esta hora apparece aqui, e fallaremos...

—Não posso aceitar o que me dáes, minha senhora, porque é muito.

—Queres fazer-me zangar?

—Não, senhora. É a primeira vez que a vejo, mas já a estimo muito. Eu não preciso de nada; a snr.ª D. Thereza é muito minha amiga e...

—Não é uma esmola que te dou—replicou D. Julia, mettendo a moeda de prata na mão de Rosinha—não te esqueças da recommendação, que te fiz, de estares ámanhã aqui a esta mesma hora.

E antes que Rosa tivesse tempo de recusar, já D. Julia tinha desapparecido, levando na mão o cestinho.