Proseguia em inuteis averiguações o curioso militar, quando a junta provisoria o nomeou para ir ao Rio de Janeiro dar parte das occorrencias da infausta invasão, e da derrota fabulosa que os francezes iam soffrendo na retirada.
O emissario aceitou da melhor vontade a enviatura, esperançoso de encontrar no Rio de Janeiro o seu amigo da mocidade Francisco Salter de Mendonça.
Apenas desembarcou, o primeiro official de marinha que lhe saiu ao encontro foi Salter. Logo alli se aprasaram para uma conferencia de alguma importancia, depois de entregues ao governo as participações do reino.
—Que ha de commum entre ti, e um tal Joaquim Antonio de Sampayo, que foi enforcado no Minho?
—Enforcado!
—Sim, garroteado por jacobino, traidor ao rei e á patria e á santa religião, como lá se diz. Conhecial-o?
—Perfeitamente. Esse homem era tio de uma mulher que me obriga a desertar ámanhã, para ir procural-a no Porto.
—Se o teu fim é saber onde ella está, posso dar-te algumas informações.
—Conheces Carlota Angela?!—interrompeu alvorotado o capitão de marinha.
—Conheço pelas amarguradas cartas que te escrevia.